terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Indecência

Ricardo Recchia

Amigos. Todos vocês já devem ter visto. A "decoração" de Natal - infelizmente, não há outra maneira de se referir a ela sem estar entre aspas - da Rua Primeiro de Março, da Rua Major Pompeu e adjacências é uma indecência.
Por mais boa vontade que alguém possa ter tido, aqueles coqueiros avulsos com algumas luzes dependuradas está realmente abaixo da crítica. É só nossos representantes da administração conversarem com a população na rua para atestar do que estou falando.
Em termos de comparação: na Rua Campos Salles, um coqueiro desses está defronte de uma residência decorada para o Natal, logo perto de uma farmácia. A decoração do imóvel bate de 10 a 0 na decoração "pública".
Mas o que explica esse vexame para a nossa estância turística ? Falta de planejamento ? Falta de recursos? Desleixo mesmo ? Desavenças políticas entre Associação Comercial e Prefeitura ? Cadê nossa comissão de eventos ? Por que deixar tudo para a última hora ???
Em tempo: quem quer ver uma decoração de Natal convincente precisa atravessar a ponte e ir para a cidade de Igaraçu do Tietê. Vide o SAAE (logo na entrada), a Prefeitura (com a casinha do Papai Noel etc.).
Muitas cidades, estâncias turísticas ou não, procuram nesta época do ano inovar na decoração, promover eventos para atrair consumidores locais, ou mesmo turistas. A "decoração-coqueiro" é uma prova cabal de que estamos ficando mesmo para trás. Perdendo o rumo.
Até mais.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Aos inimigos, a lei

Ricardo Recchia
ricardo_jornalista@yahoo.com.br

(Antes de entrar no assunto, gostaria de dizer que infelizmente o blog ficou desatualizado no último mês. Divido a "culpa" com os meus colaboradores, que não mandaram textos novos para publicação. Estamos reavaliando alguns conceitos - e com certeza teremos mais novidades a partir de agora. Peço a compreensão de todos!)


O vereador Zezinho Biliazzi (PMDB) é a bola da vez da Câmara neste final de 2007. Uma legislatura que se mostrou bastante morna, leniente talvez, em alguns aspectos. Mas o “chacoalhão” veio no final do mês passado, com a notícia da suspensão dos direitos políticos de Zezinho por uma condenação criminal já transitada em julgado – ou seja, última instância.
O advogado do Legislativo, Wanderlei Calvo, deu parecer pela perda de mandato do vereador. Tanto ele, como o presidente da Câmara, Manoel Fabiano, bem como os demais edis, foram unânimes em afirmar que Zezinho terá ampla defesa (a qual deve estar neste momento sendo elaborada). Mas, em conversas de bastidores, advogados contatados pelo blog afirmaram que apenas um fato novo elimina o risco da perda do mandato. Por fato novo, lê-se um habeas corpus, que será apreciado na capital da República.
Talvez o fato em si não seja novidade para nenhum dos (poucos) leitores deste blog. Mas o que eu gostaria de propor é uma outra discussão. Deve um vereador/prefeito/deputado etc. que foi condenado pela Justiça em última instância, por qualquer crime, continuar exercendo seu mandato eletivo? Imagine a situação: um presidente da República, ao se envolver em um acidente de trânsito com vítimas, é condenado e perde o mandato. Como ficariam as nossas instituições? Temos maturidade política para lidar com esta problemática?
Claro que Zezinho não é o Lula, mas a avaliação passa pela esfera público/privado. Ser condenado por suposto estelionato é diferente de ser condenado por compra de votos?
Gostaria de saber a sua opinião.
Até.

OBS: Amigos(as) colaboradores(as) que quiserem mandar seu texto para avaliação podem usar o e-mail acima. Será lido e publicado com prazer.