terça-feira, 28 de outubro de 2008

Para 62%, houve compra de votos nas eleições municipais

Por Ricardo Recchia
ricardorecchia@hotmail.com


São no mínimo curiosos os resultados da última enquete realizada pelo blog Barra Bonita 2008. Para a grande maioria dos votantes, 62%, houve compra de votos nas eleições municipais, realizadas no dia 5 de outubro. Mas eles fazem questão de ressaltar: não venderam o voto.
Sendo assim, se pudessêmos transportar o resultado da enquete para o mundo real (o eleitorado) então pelo menos 62% dos eleitores de Barra Bonita souberam de algo - ou até presenciaram - corrupção eleitoral no pleito.
Estranho então que, na Justiça Eleitoral, não pululem representações contra candidatos ou mesmo pedidos de cassação de mandato. Sabemos que teve algo assim, mas do outro lado do rio. Será que faltou provas, testemunhas, ação da polícia, etc. Ainda há uma nuvem pairando sobre esse tema.
Mas não sejamos ingênuos de afirmar que não houve corrupção eleitoral, é claro, mas muita gente se deixa levar pela boataria. "Eu fiquei sabendo de alguém que soube de alguém que vendeu o voto". É mais ou menos assim. Na prática, como eu pude perceber durante a nossa Campanha pelo Voto Limpo, que rendeu um livreto e uma (quase) caminhada rs rs rs, as pessoas sabem quem cometeu o milagre - mas não entregam o santo jamais! Assim, acabam sendo cúmplices.
Por outro lado, pelo menos 16% dos votantes (4 pessoas), confessaram que houve compra de votos e venderam o voto. Pelo menos, são sinceros. O motivo que os levou a venda do voto não me interessa. Eles devem medir se valeu a pena. Ainda tivemos 3 votos para a alternativa que "talvez tenha ocorrido compra de voto, mas que é díficil provar", e 2 afirmando que foram eleições limpas, fecharam a nossa enquete.

sábado, 18 de outubro de 2008

Nenê quer criar "PAC" de Barra Bonita

Nenê concede entrevista exclusiva na sede do jornal Comércio (Foto: Tuca Melges)

Ricardo Recchia
ricardo@comerciodojahu.com.br


A matéria que reproduzo abaixo foi publicada na edição de quinta-feira, dia 16 de outubro, no Jornal Comércio do Jahu.
É importante que conheçamos quais são as propostas e as metas de nosso prefeito para o quadriênio 2009-2012.
Confira na íntegra:


Eleito com 34,69% dos votos válidos, o advogado José Carlos de Mello Teixeira (PPS) pretende convocar empresários e lideranças políticas de Barra Bonita e formar conselho que definirá prioridades para o crescimento econômico do município. Teixeira quer desenvolver em sua gestão projeto semelhante ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo governo federal.
Na entrevista ao Comércio, Teixeira, que foi prefeito do município no período 2001-2004, elege também a educação e o turismo como prioridades de governo. O eleito defende a integração regional como mecanismo de fomento do turismo.
Ele também rebate temas que foram abordados exaustivamente pelos adversários durante a campanha eleitoral, como a municipalização do ensino de quinta a oitava série, e a importância dada à merenda que era oferecida em sua primeira gestão. Confira os melhores momentos da entrevista.

***

Resultado das urnas
“Foi uma eleição muito tranqüila, apesar do número excessivo de candidatos a prefeito (seis candidatos). Considero o resultado amplamente satisfatório, fizemos mais de 8 mil votos (8.062), com diferença de quase 3 mil votos (2.961) em relação ao segundo colocado nas eleições. Sei que teremos mais tranqüilidade, porque uma boa parcela de nossa população depositou confiança muito grande em nossa proposta, principalmente em relação ao que foi realizado no período de 2001 a 2004. Conseguimos implementar projetos na área de educação e saúde que infelizmente não tiveram continuidade pela atual administração. Desde os primeiros monitoramentos internos, no início da campanha eleitoral, sabíamos que seria uma vitória folgada.”

Municipalização do ensino
“Fizemos a municipalização do ensino de primeira a quarta série e obtivemos resultados significativos. Tivemos melhoria na qualidade do ensino. Demos toda a atenção no período em que a prefeitura deveria agir, que é a formação escolar da criança. Esse resultado foi reconhecido pelos próprios sindicatos dos professores. Agora, de quinta a oitava série do ensino fundamental, os professores e pais de alunos não precisam se preocupar, pois existe novo projeto para municipalização que deve ser concluído em 2010, mas o que está previsto é apenas mudança na gestão do dinheiro que o município recebe para recuperação da estrutura física das escolas. Os recursos que chegarem ao município serão discutidos com professores, diretores e pais de alunos para que sejam aplicados da melhor maneira possível.”

Prefeito da “merenda”
“Os adversários tentaram denegrir a imagem positiva que temos perante a população, destacando apenas um dos itens que demos prioridade em nossa administração anterior, que foi oferecer uma melhor qualidade de merenda aos alunos. Mas a população da cidade, apesar de pesadas críticas dos opositores, estava consciente de que não fizemos trabalho para melhorar só a merenda escolar, mas fizemos trabalho como um todo na área da educação. No período em que fui prefeito, investimos na infra-estrutura das escolas, nos professores, na própria merenda e no uniforme. Se o aluno tiver prazer em ir à escola, em estudar, é meio caminho andado para que possamos melhorar a qualidade do ensino. Este é o nosso pensamento e não vai mudar.”

Desenvolvimento
econômico

“No período em que governei, de 2001 a 2004, tivemos no País crescimento econômico inferior ao que temos agora. Apesar dessa turbulência no mercado financeiro, que esperamos que se resolva logo, acredito que programas, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), terão continuidade. Faremos do mesmo modo em Barra Bonita, programa amplo que dará condições de infra-estrutura para que empresários se instalem em nosso município. Vamos dar condições de instalação para indústrias com água, tratamento de esgoto e energia elétrica. Barra Bonita é uma cidade que pode receber muitos investimentos, temos baixos índices de criminalidade e elevados índices de qualidade de vida da população. Queremos ainda aproximar a administração dos empresários.”

Rivalidades
“Nossa administração será aberta, propositiva, queremos eliminar rivalidades partidárias porque, em um mundo moderno, não podemos pensar a cidade apenas como oposição versus situação. Entendemos que o que deve prevalecer são os interesses de nossa cidade. E, para isso, cada um deve dar sua parcela de contribuição: poder público, iniciativa privada e população em geral. Na campanha, percorri os quatro cantos da cidade e conheci de perto as necessidades da população, que quer a resolução de seus problemas, não rivalidades partidárias e ataques pessoais.”

Turismo local
“O Conselho Municipal de Turismo (Comtur), que deveria ser a alavanca do desenvolvimento do turismo na cidade, não conseguiu nos últimos anos desempenhar o papel que lhe cabe. Acredito que para atrair empresários para investir em nossa cidade, precisamos promover o nosso potencial turístico. Não existe fórmula mágica. Começaremos a atrair novos investidores realizando grandes eventos, de apelo regional e estadual, principalmente usando o Pavilhão de Exposições, que foi subutilizado pela atual administração. Quando terminamos o pavilhão, o intuito era fazer uma grande exposição por mês. Muitos lojistas da região não têm condições e estrutura para ir até São Paulo ver os lançamentos em feiras de grande porte. Por isso é interessante que essa feira ocorra em Barra Bonita. Os comerciantes da região poderão conhecer os produtos aqui e levá-los ao varejo.”

Turismo regional
“Pretendo estreitar os laços de Barra Bonita com os outros municípios da região. Devemos nos unir para fazer valer projeto de integração regional na área turística. É muito importante que convivamos em uma região com afinidades não só históricas, mas políticas também. O fator do desenvolvimento turístico regional não pode ser deixado de lado. Temos o passeio de barco em Barra Bonita, o turismo de aventura em Brotas, as compras em Jaú, ou seja, o visitante precisa vir para a nossa região e ficar dois, três dias, em vez de fazer uma viagem bate-volta. Não dá para falar em desenvolver o turismo sem envolver os municípios da nossa região.”

Relação com a Câmara
“Pelo que observei na relação dos vereadores eleitos, são pessoas de grande estima e que pensam no futuro da cidade. Acredito que os novos vereadores queiram o melhor para a cidade. A população não quer rompimento e brigas entre Legislativo e Executivo, mas bons projetos e que dêem resultados. Duvido que um vereador queira defender seu interesse particular em detrimento do interesse público.”

Mensagem
“Pretendo ficar em contato com a comunidade, com os jovens, com os empresários. O sucesso de nossa administração vai depender da discussão dos problemas de cada um e do nosso esforço para resolvê-los. Serei um prefeito democrático e descentralizador. A parte política ficará comigo e a parte técnica com meus assessores, que saberão de que maneira agir para recolocar a cidade na rota do crescimento.”

domingo, 12 de outubro de 2008

Uma verdadeira aula de marketing político

Por Ricardo Recchia
Editor do blog Barra Bonita 2008



Para quem ainda não teve a oportunidade de ler, reproduzo abaixo trechos da entrevista concedida pelo sociólogo e analista político Alberto Carlos Almeida, publicada hoje no jornal Comércio do Jahu.
Almeida lançou este ano o livro A Cabeça do Eleitor, resultado de pesquisa em mais de 150 votações em todo o País nos últimos anos. No livro, ele traça o comportamento do eleitorado brasileiro.
O autor é, verdadeiramente, um cientista político. E sua lógica surpreende, pela coincidência com o resultado das eleições em Jaú, Barra e região.
Confira alguns trechos dessa entrevista:



Comércio – Qual o valor real das pesquisas eleitorais no que diz respeito à influência na decisão dos eleitores?
Alberto Carlos Almeida – A pesquisa eleitoral influencia muito pouco. O eleitor tem razões mais importantes para escolher seu candidato do que uma pesquisa. A grande maioria dos eleitores não acompanha o processo eleitoral com este nível de detalhamento. Uma grande parcela dos eleitores ainda interpreta as pesquisas incorretamente, passa valores equivocados para terceiros. Eu chamo a pesquisa eleitoral de marketing eleitoral científico, o marketing não mágico.

Comércio – O senhor abre o primeiro capítulo do livro afirmando que “há eleições possíveis de serem vencidas e outras, impossíveis – quem manda é o eleitor”. O que determina o voto das pessoas?
Almeida – O mais importante, de longe, é aquilo que eu chamo de “avaliação de governo”. O livro mostra que, na maioria das eleições realizadas no Brasil após o regime militar, os índices de avaliação do governo, tanto positivos quanto negativos, tiveram relação direta com o resultado do pleito. Depois, o candidato precisa ter identidade clara e suscitar um grau de lembrança no eleitor, o chamado recall. A maneira como ele faz uso de seu currículo. Que capacidade ele tem para resolver seus problemas. Por fim, o potencial de crescimento eleitoral, quando ele pode ser bem conhecido, mas tem alta taxa de rejeição. O eleitor segue uma lógica, um ranking, na hora de votar, tendo como base sua própria realidade e os problemas que afetam o seu dia-a-dia.

Comércio – O senhor diz no livro que questões como ética, corrupção e separação entre o público e o privado não influenciam o eleitor. Vota-se de acordo com suas necessidades imediatas, é isso?
Almeida – Temas como a corrupção têm peso menor, é claro. O eleitor quer votar em alguém que, pelo menos no discurso, possa resolver o problema dele de imediato. O eleitor é pragmático, vota pensando em si próprio. Para o eleitor médio, governante ruim é aquele que não resolve os problemas básicos que ele enfrenta na sua cidade, como saúde, educação, transporte, limpeza pública, etc.

Comércio – O senhor comenta em seu livro que para o eleitor médio, artigos de jornal e colunas não têm tanta influência.
Almeida – O processo de comunicação nas eleições é um processo cumulativo. O eleitor médio vê pouco. Então, o importante é que o candidato seja repetitivo. Essa é a idéia, que dê mensagem clara de forma repetitiva.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

A cabeça do eleitor ou Onde a eleição de Nenê era uma questão de lógica




Por Ricardo Recchia
ricardorecchia@hotmail.com



No livro A Cabeça do Eleitor, o sociólogo e analista político Alberto Carlos Almeida, que também é professor universitário e colunista do jornal Valor Econômico, aponta seis razões para que um candidato aumente consideravelmente suas chances de se eleger.
Ele afirma que contando ainda com um pouco de sorte, um candidato pode ser tornar quase imbatível.
Analisando as regras que o professor Almeida elenca e também avaliando os resultados das eleições em Barra Bonita e o perfil do candidato eleito, chegamos a algumas conclusões interessantes sobre o comportamento do eleitorado.
Primeiro, vamos apresentar cada uma das regras e, logo em seguida, expor algumas características semelhantes encontradas na eleição para prefeito de Barra Bonita:



Regra 1: Ganhar eleição contra um governo bem avaliado não é para quem quer, é para quem pode.
O que explica o livro: Quando o governo é mal avaliado, o candidato da oposição torna-se o franco favorito. Nessa situação, a oposição terá duas estratégias básicas: diferentes apenas em grau: fazer mais oposição ou fazer uma oposição moderada.

Neste caso, em Barra Bonita: Alberto Almeida considera essa regra a mais importante. E eu também. O governo Mário Teixeira é muito mal avaliado pela população, e chegou a ter índice de rejeição de quase 80% em pesquisa divulgada pelo Jornal da Barra no início do ano. Era (quase) impossível de o prefeito ser reeleito. Para o pesquisador, isso é estatística: mais de 50% de avaliação de ótimo e bom, suas chances de se eleger chegam a 75%, e assim sucessivamente. Ou seja, um governo que tiver 70% de avaliação ótima e boa, aumentará suas chances de reeleição para 95%. Não foi o caso de Barra Bonita. Mas, até aí, pelo menos nessa regra, os outros adversários de Nenê estavam no mesmo barco. Eles eram na teoria todos opositores ao atual governo.



Regra 2: O candidato que tem identidade não tem pés de barro.
O que explica o livro: Candidato com identidade é aquele que tem uma imagem clara diante do eleitorado. A pior coisa que pode acontecer para um candidato é a falta de clareza na imagem.

Neste caso, em Barra Bonita: Nenê foi o candidato que melhor explorou sua imagem durante as eleições municipais. Foi a imagem de um candidato que poderia resolver os problemas mais urgentes dos barra-bonitenses. Ele apareceu como o candidato que poderia resolver os problemas sociais. A ênfase da campanha na saúde, educação e assistência social foi fundamental. Mário Teixeira, por exemplo, não conseguiu desvencilhar sua imagem de seus ex-apoiadores, que migraram para o Partido Progressista. De Luca tinha imagem desgastada, aparecia como um político das “antigas” para o eleitor mais jovem. Cavinatto quis atrelar sua imagem á de Lula, mas o PT, historicamente, nunca foi bem votado na cidade, com exceção da eleição para prefeito em 2004. Mas aí foi mais pela imagem do atual prefeito (no PT da época) do que pelo próprio partido.




Regra 3: Em eleição, quem é mais lembrado larga na frente em uma corrida curta.
O que diz o livro: Portanto, às vezes, é preciso disputar várias eleições antes de se tornar o favorito.

Neste caso, em Barra Bonita: Nenê era lembrado como sucessor de Mário Teixeira desde o final do ano passado, quando começaram as especulações sobre possíveis nomes para disputar as eleições. Ex-vereador, ex-presidente da Câmara, ex-prefeito. E, o mais importante, foi candidato a deputado estadual pelo PPS e obteve 15 mil votos há menos de dois anos. Mais uma vez, Nenê estava à frente dos outros candidatos. Apesar de De Luca já ter sido prefeito, isso foi há bastante tempo, na gestão 1989-1992. Quanto aos outros, foi a primeira candidatura majoritária de Finato e Cavinatto.


Regra 4: Para ser eleito, é preciso ter currículo e prometer resolver problemas importantes do eleitorado.
O que diz o livro: O eleitor leva em conta quem tem o poder de combater o principal problema que atinge a vida dele. O candidato que está dizendo que vai resolver a questão tem a preferência do eleitorado.

Neste caso, em Barra Bonita: Como eu disse anteriormente, o plano de governo de Nenê foi inteligente, e focou principalmente saúde, educação e promoção para pessoas com alta vulnerabilidade social. O discurso pegou e foi importante para sua vitória folgada nas eleições. A questão da merenda escolar também foi bem explorada, e atingiu dois pontos nevrálgicos de qualquer família: crianças e formação educacional. De um modo geral, o discurso de todos os candidatos (inclusive Nenê) foi bem parecido. Alguns planos de governo eram tão portentosos que, se fossem mesmo colocados em prática, a Barra Bonita seria tão boa quanto uma cidade suíça ou norueguesa.




Regra 5: Quem não tem potencial de crescimento não vai longe.
O que diz o livro: Potencial de crescimento é uma forma diferente de se avaliar a rejeição de cada candidato. Há dois tipos de rejeição: quando o político é velho conhecido do eleitorado, mas seu trabalho é rejeitado; e quando o candidato é pouco conhecido.

Neste caso, em Barra Bonita: Nenê, cuja eleição já era dada pela maioria como favas contadas, era um nome consolidado, e o potencial de crescimento neste caso era pouco relevante. Os outros candidatos, porém, não deslancharam, pelos motivos que já elencamos anteriormente. Finato era desconhecido pela maioria. Celso Aranha não conseguiu firmar seu nome, após sucessivas eleições, e De Luca era um velho conhecido do eleitorado, mas teve seu nome rejeitado. Cavinatto não era tão desconhecido assim, mas não teve apoio nem mesmo dentro de seu partido, que rachou após o Processo de Eleições Diretas.



Regra 6: Não se deve contar com a transferência de votos (de prestígio, de boa avaliação).
O que diz o livro: Não é possível contar com os apoios políticos para conseguir voto. Popularidade e simpatia não se transferem.

Neste caso, em Barra Bonita: Aparentemente, nenhum dos candidatos em Barra Bonita se encaixa nessa regra. Não havia candidato da situação, uma vez que Mário Teixeira poderia se eleger. Talvez uma tentativa de transferir votos tenha ocorrido com o PC do B, que trouxe até Ministro e deputados para a Barra. Mas sem sucesso.



Conclusão

A pesquisa para o livro A Cabeça do Eleitor é séria. Foi realizada com base em dados de mais de 150 eleições brasileiras desde a redemocratização.
Com base nas regras apontadas pelo ensaio, podemos concluir que o candidato que mais seguiu essa “cartilha” foi José Carlos de Mello Teixeira, do PPS.
Pela lógica, ele foi eleito, com margem de votos considerável sobre o segundo colocado.
Para finalizar, um trecho de uma entrevista com o professor Alberto Almeida:



“Um candidato de oposição, diante de um governo muito mal avaliado, é visto como aquele que vai resolver o principal problema. E se ele tem lembrança alta, praticamente a eleição vai cair no colo. O candidato imbatível é a mão e a luva. Ele tem o perfil correto para o momento correto”.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

O que Nenê disse

Em entrevista ao jornal diário Comércio do Jahu, publicada na segunda-feira, dia 6 de outubro:

"A vitória bastante folgada mostra que a população depositou confiança em uma campanha baseada em propostas sérias visando a recolocar a cidade no rumo do desenvolvimento".

Nenê venceu o padre Mário Teixeira, atual prefeito do PC do B, por uma diferença de quase 3 mil votos.

Resultado das eleições

Para deixar registrado aqui no blog, o link para a página com o resultado
das eleições municipais de 2008:


http://apuracao.terra.com.br/2008/1turno/sp/62057/index.shtml

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Melhores momentos das eleições municipais

Nenê espera para votar no Cene


Mário Teixeira volta na Funbbe








Movimentação de eleitores e candidatos na Cônego

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Flashes das eleições municipais



9h30 - Nenê vota e faz o "V" da vitória




Nenê e Christa chegam para votar na escola Laurindo Battaiola

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Flashes das eleições municipais

Sujeira pelas ruas da Cohab



Prefeito Mário votando na Funbbe


Escola Laurindo Battaiola (Cene)

domingo, 5 de outubro de 2008

Nenê vence eleição com 34,69% dos votos válidos

Por Ricardo Recchia
ricardorecchia@hotmail.com

O ex-prefeito José Carlos de Mello Teixeira, Nenê, venceu a eleição municipal com diferença de quase 3 mil votos sobre o segundo colocado, Mário Donizeti Floriano Teixeira (PC do B).
Nenê obteve 8.062 votos (34,69% dos votos válidos), contra 5.101 de Mário Teixeira, que teve 21,95 dos votos válidos.
O ex-prefeito Antonio Osvaldo De Luca ficou em terceiro, com 20,24% dos votos válidos; Silvio Finato em quarto, com 12,96 e Celso Aranha em quinto, com 8,35% dos votos válidos. Marcelo Cavinato obteve apenas 1,81% do total de votos válidos.
Nos próximos textos, teremos mais informações sobre eleições municipais, perfil dos eleitos, nova composição da Câmara, além de fotos exclusivas do domingo de eleição municipal.
Até a próxima.

sábado, 4 de outubro de 2008

Votar, não votar, votar em quem?

Por Ricardo Recchia
ricardorecchia@hotmail.com



...onde as falhas do processo eleitoral são fruto da falta de opção de candidatos e do despreparo do eleitor



Hoje comemoramos 365 dias no ar do blog Barra Bonita 2008.
E hoje é dia de eleições municipais!
A partir das 17h, quando começarem a sair os boletins de urna, teremos choro, alegria, decepção, tristezas etc. Conheceremos o nosso novo (ou velho) prefeito. Conheceremos nove pessoas que comporão o Legislativo pelos próximos quatro anos.
5 de outubro de 2008 não é um dia qualquer. Pode ser o primeiro dia de um novo tempo repleto de mudanças. Vai depender de como encaramos nosso município, depois que escolhermos os novos representantes.
Iremos cobrar as promessas de governo? Vamos participar mais da vida pública, debatendo os assuntos de interesse coletivo? Vamos cobrar do nosso vereador que ele percorra os bairros da cidade para saber quais são os problemas a serem sanados?
Então, vai depender de cada um. Ou esta eleição vai ser igual às outras. Como disse o ministro Ayres Brito, do TSE, em pronunciamento feito ontem para todo o Brasil, somente o voto pode qualificar melhor o quadro político brasileiro, selecionando os melhores. E quem deve selecionar somos nós.
Infelizmente, nós, do Movimento Barra Bonita 2008, endossamos que o barra-bonitense é despolitizado, não sabe – e não quer conhecer – sobre quem dita os rumos do seu Município. Nossa impressão é de que as pessoas imaginam que as eleições são irrelevantes, o que infelizmente, é um grande erro.
Vimos ainda um esvaziamento de propostas e debates políticos durante a campanha eleitoral. Houve uma pasteurização do discurso e das práticas políticas dos candidatos. Teve candidato que usou apenas o passado para falar de si. Outros, se implementado o plano de governo, passaremos a ser mais desenvolvidos que cidades da Suíça!
Eu gostaria, então, de deixar algumas indagações para os amigos leitores deste blog neste domingo, dia de eleições municipais. Depois, nos próximos dias, poderemos refletir sobre tais assuntos:

- Para você, qual o valor e a relevância do voto hoje?

- Atualmente, é o partido ou o candidato que tem mais peso no seu voto?

- Como você avalia a campanha eleitoral? Você participou de alguma campanha ou atividade eleitoral neste ano?


Para quem for votar, um bom Voto !!!

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Raio-x eleitoral de Barra e Igaraçu


Por Paulo Xaparral


Barra Bonita conta hoje com uma população de 35.090 habitantes, segundo dados do último censo do IBGE. Já o número de eleitores aptos a votar nas eleições municipais de 2008 é de 29.600 pessoas.
As mulheres são a maioria do eleitorado, atingindo 50,52%, ou 14.954 votos. Já os homens são responsáveis por 49.38% do eleitorado, ou 14.617 votos.
Temos ainda as pessoas que têm voto facultativo, ou seja, para o TSE, o não comparecimento no dia 5 de outubro de 2008 não implica em penalizações da justiça eleitoral. São os jovens de 16 e 17 anos, que respondem por 1,88% do colégio eleitoral, ou 555 votos. Já quem tem mais de 70, representa 6,49%, ou 1.892 votos. Arredondando números, temos um total de 8,37% dos eleitores, ou 2.477 votos, que estão aptos a votar, porém podem abdicar desse direito, se assim o entenderem.


Igaraçu
Pelos lados de Igaraçu do Tietê temos uma população de 23.085 habitantes. O número de eleitores aptos a votar no pleito municipal atinge 18.209 pessoas.
Os jovens de 16 e 17 anos representam 2,13% do eleitorado, ou 388 votos. Já o pessoal da melhor idade conta com 5,52% do eleitorado, ou 1005 votos. Juntos ele representam 7,65% dos eleitores, ou 1.393 votos que podem ou não beneficiar algum dos candidatos do pleito municipal.


Consciência
Estamos às vésperas de mais um pleito municipal, onde elegeremos um prefeito, um vice-prefeito e nove vereadores. Após conhecermos os nomes que ocuparão as cadeiras do Executivo e do Legislativo municipal, é hora de cobrar as promessas de campanha, bem como as melhorias que a cidade merece.
Voto consciente, não tem preço!


Dicas importantes sobre eleições

Quando será a votação nas eleições municipais deste ano?
Será no dia 5 de outubro.

Qual será o horário da votação?
Das 8h às 17h. Quem estiver na fila após o fim do prazo tem garantido o direito de votar.

Quem é obrigado a votar?
Homens e mulheres de nacionalidade brasileira, domiciliados em território nacional, alfabetizados, maiores de 18 anos e menores de 70.

A quem o voto é facultativo?
Analfabetos, maiores de 16 e menores de 18 anos, maiores de 70 anos, portadores de deficiência física ou mental que requererem à Justiça Eleitoral justificação para o não-cumprimento da obrigação.

O que é preciso levar no dia da votação?
O título de eleitor e um documento com foto. Caso tenha perdido o título e não consiga tirar segunda via, é possível votar apenas com um documento com foto, caso saiba qual é a seção de votação.

Como é possível justificar a ausência na votação?
No dia da votação, entregar o requerimento de justificativa eleitoral (estará disponível no site do TSE mais perto da votação) em qualquer seção eleitoral do país com apresentação de documento de identificação e título eleitoral. Os requerimentos também estão disponíveis nas seções. É possível ainda justificar até 60 dias após a votação no cartório eleitoral mais próximo do domicílio munido de documentos que comprovem o motivo da ausência à votação.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Seria cômico, se não fosse trágico !!!

Tem gente que não leva as eleições a sério. E, com isso, como diz o título acima, seria até engraçado, se não fosse trágico para o bolso do contribuinte brasileiro.
No link abaixo, você encontra todo tipo de candidato, conforme material que o colunista da Folha, José Simão, vai recebendo de seus colaboradores por todo o País.
Tem um que deveria levar um prêmio pela sua sinceridade:
"Já trabalhei demais. Agora quero ser vereador!".
Até o nosso querido Paul das Girls está aqui.
Confira abaixo:


http://noticias.uol.com.br/monkeynews/album/galeramedonha_album.jhtm