Ricardo Recchia
ricardo_jornalista@yahoo.com.br
(Antes de entrar no assunto, gostaria de dizer que infelizmente o blog ficou desatualizado no último mês. Divido a "culpa" com os meus colaboradores, que não mandaram textos novos para publicação. Estamos reavaliando alguns conceitos - e com certeza teremos mais novidades a partir de agora. Peço a compreensão de todos!)
O vereador Zezinho Biliazzi (PMDB) é a bola da vez da Câmara neste final de 2007. Uma legislatura que se mostrou bastante morna, leniente talvez, em alguns aspectos. Mas o “chacoalhão” veio no final do mês passado, com a notícia da suspensão dos direitos políticos de Zezinho por uma condenação criminal já transitada em julgado – ou seja, última instância.
O advogado do Legislativo, Wanderlei Calvo, deu parecer pela perda de mandato do vereador. Tanto ele, como o presidente da Câmara, Manoel Fabiano, bem como os demais edis, foram unânimes em afirmar que Zezinho terá ampla defesa (a qual deve estar neste momento sendo elaborada). Mas, em conversas de bastidores, advogados contatados pelo blog afirmaram que apenas um fato novo elimina o risco da perda do mandato. Por fato novo, lê-se um habeas corpus, que será apreciado na capital da República.
Talvez o fato em si não seja novidade para nenhum dos (poucos) leitores deste blog. Mas o que eu gostaria de propor é uma outra discussão. Deve um vereador/prefeito/deputado etc. que foi condenado pela Justiça em última instância, por qualquer crime, continuar exercendo seu mandato eletivo? Imagine a situação: um presidente da República, ao se envolver em um acidente de trânsito com vítimas, é condenado e perde o mandato. Como ficariam as nossas instituições? Temos maturidade política para lidar com esta problemática?
Claro que Zezinho não é o Lula, mas a avaliação passa pela esfera público/privado. Ser condenado por suposto estelionato é diferente de ser condenado por compra de votos?
Gostaria de saber a sua opinião.
Até.
OBS: Amigos(as) colaboradores(as) que quiserem mandar seu texto para avaliação podem usar o e-mail acima. Será lido e publicado com prazer.