sexta-feira, 23 de maio de 2008

Lições para políticos (e aspirantes)


Por Ricardo Recchia

Olá, estou aqui novamente! Sempre achando um tempinho para escrever. Bom, gostaria de sugerir a leitura da coluna "Auto-retrato", da revista Veja número 2061, de 21 de maio. Se não me engano, ainda está nas bancas. A entrevista está na página 77.
Traz uma entrevista com o primeiro-ministro da Finlândia, Matti Vanhanen, de 52 anos (foto). O lance é que apesar de ter a maior carga tributária do planeta, cerca de 43% do PIB, o estado finlandês é eficiente e o país é o menos corrupto do mundo, segundo a Transparência Internacional. Vanhanen falou ao repórter Thomaz Favaro, da Veja, quando esteve em São Paulo neste mês para participar de eventos.
Não quero estragar o prazer de ler essa entrevista (apesar de curta) mas vão aqui dois trechos que servem de reflexão para os nossos aspirantes a mandatários de cargos eletivos, e ilustram a maneira como os finlandeses compreendem os órgãos públicos:

"Com o dinheiro dos impostos, oferecemos um sistema de seguridade social de qualidade aos nossos cidadãos: educação, saúde e investimento em pesquisa e desenvolvimento (...) Nossa educação, considerada a melhor do mundo, é gratuita da pré-escola ao doutorado e serve de base para o desenvolvimento individual e de habilidades no mercado de trabalho".

"(...) Fazemos um esforço constante para melhorar a eficiência do Estado, e para isso utilizamos as mesmas táticas das empresas privadas. O governo federal tem 120 mil servidores públicos. Nossa meta é cortar para 50 mil até 2050".